Shiyali Ramamrita Ranganathan é reconhecido como uma das figuras mais importantes da biblioteconomia, especialmente por formular as suas cinco leis, que guiam os propósitos de qualquer biblioteca: Os livros são para usar; a cada leitor o seu livro; a cada livro o seu leitor; poupe o tempo do leitor; a biblioteca é um organismo em crescimento. A partir dessas leis, torna-se necessário refletir sobre a busca e a curadoria de conteúdos digitais. Não basta disponibilizar publicações em um ambiente virtual se esse espaço não cumpre requisitos essenciais, como economizar o tempo do leitor, adaptar-se às necessidades da comunidade e oferecer conteúdos de fato relevantes.
Com essa perspectiva, a Global South Alliance (GSA) e a Data Privacy Brasil (atualmente seu Secretariado), em parceria com as organizações, CIVICUS e Global Focus, apoiam iniciativas como o Connecting Current, onde a sociedade civil pode se conectar, compartilhar informações e gerar conhecimento por meio de uma biblioteca digital. Mais do que um mero repositório, trata-se de uma biblioteca fundamentada nas leis de Ranganathan e em metodologias de desenvolvimento de coleções, constituindo um acervo curado a partir das demandas de usuários e parceiros. Hoje a plataforma Connecting Current está passando por uma reestruturação e se encontra em sua versão beta.
A primeira lei, “Os livros são para usar”, ganha relevância no contexto do Connecting Current quando observamos o volume de conteúdos produzidos por diversas organizações sobre direitos digitais e democracia. Frequentemente, esses materiais ficam restritos aos sites institucionais de origem, correndo o risco de dispersão à medida que novas publicações surgem. Conecta-se aí a quarta lei, “Poupe o tempo do leitor”, ao estruturar um espaço centralizado, com curadoria fundamentada nas preferências do público e em técnicas biblioteconômicas. Com o uso de instrumentos como vocabulários controlados, definem-se palavras-chave padronizadas para a indexação dos conteúdos. Essa prática contempla a segunda e a terceira leis (“A cada leitor o seu livro; a cada livro o seu leitor”), facilitando a localização de materiais alinhados aos temas de interesse da comunidade atendida.
Assim, com as atividades realizadas no Connecting Current, conseguimos abranger as leis citadas, bem como solucionar os problemas que as circundam. Ao criar esse espaço, garantimos que os livros estão sendo usados; quando criamos um sistema de vocabulário controlado e o avaliamos com base na nossa comunidade, estamos aprimorando os motores de busca para poupar o tempo do leitor e garantindo o seu acesso a essa informação (“A cada leitor o seu livro; a cada livro o seu leitor”).
Por fim, a quinta lei “A biblioteca é um organismo em crescimento” remete a um processo contínuo de avaliação e aprimoramento. É com base nessa premissa que a oficina Connecting Communities Through Living Libraries (Conectando Comunidades por meio de Bibliotecas Vivas) se propõe a avaliar a plataforma do Connecting Current em relação à sua versão anterior. A programação inclui validação de usabilidade, testes de busca e coleta de comentários em tempo real com os participantes.
O objetivo é engajar os participantes na plataforma e validar a qualidade do acervo, assegurando um acesso à informação intuitivo e direto. A metodologia utilizará uma abordagem gamificada e dinâmica com missões rápidas no próprio site. Dessa forma, os participantes poderão explorar o acervo, auxiliando na identificação de pontos fortes, falhas de interface e novas demandas de conteúdo.
Participar desta oficina significa contribuir para o desenvolvimento de uma biblioteca aberta, diversa e orientada às necessidades da sociedade civil.
Data: 07/12/2026,
Horário: BRT: 16h-17h30;
US (ET): 15h às 16h30 (3:00 PM – 4:30 PM);
Europe (CET/CEST): 21h às 22h30 (9:00 PM – 10:30 PM).
Formato: Oficina participativa
Idioma: Oficina conduzida em inglês




