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	<title>Arquivos Governança - Data Privacy</title>
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		<title>Da evidência à ação: o que o Sul Global quer da governança global de IA?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Data Privacy Global Conference]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 20:28:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[DPGC 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A governança global da inteligência artificial ganhou uma dimensão ainda maior durante o ano de 2026. Em julho, as Nações Unidas lançaram o Relatório Preliminar do Painel Científico Internacional Independente sobre IA, a primeira avaliação científica global e independente, dedicada a reunir evidências sobre as oportunidades, os riscos e os impactos da inteligência artificial. Em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A governança global da inteligência artificial ganhou uma dimensão ainda maior durante o ano de 2026. Em julho, as Nações Unidas lançaram o </span><a href="https://www.un.org/independent-international-scientific-panel-ai/en/preliminary-report"><b>Relatório Preliminar do Painel Científico Internacional Independente sobre IA</b></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira avaliação científica global e independente, dedicada a reunir evidências sobre as oportunidades, os riscos e os impactos da inteligência artificial. Em dezembro, a Data Privacy Global Conference promove a oficina participativa “Democracia e Governança para IA a partir do Painel Científico da ONU”, para discutir um pouco desse relatório e transformar suas evidências em recomendações concretas, a partir das perspectivas do Sul Global e, principalmente, das experiências na América Latina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criado pela Assembleia Geral da ONU, o </span><a href="https://www.un.org/global-dialogue-ai-governance/en/scientific-panel"><span style="font-weight: 400;">Painel</span></a><span style="font-weight: 400;"> reúne 40 especialistas de diferentes regiões do mundo e tem como missão contribuir para que as decisões internacionais sobre IA sejam informadas por evidências científicas independentes. O relatório parte de uma questão fundamental: </span><b>como governar uma tecnologia que se desenvolve mais rapidamente do que nossa capacidade de compreendê-la, avaliá-la e regulá-la?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua importância está justamente em oferecer uma base comum de evidências para um debate que, até agora, tem sido marcado por diferentes perspectivas, interesses e níveis de capacidade técnica. O documento identifica sete grandes áreas, entre elas ciência e desenvolvimento da IA; aplicações sociais; impactos econômicos; segurança e meio ambiente; direitos humanos, informação e democracia; autonomia e segurança da criança, além de gestão, governança e confiabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O próprio relatório identifica uma desigualdade importante na capacidade dos países de participar da governança da IA. Infraestrutura computacional, dados, expertise técnica e capacidade de avaliação estão concentrados nos países e empresas que desenvolvem os sistemas mais avançados. Como consequência, muitos países permanecem dependentes de tecnologias que não conseguem construir, inspecionar, auditar ou adaptar plenamente aos seus contextos locais, e essa questão é particularmente relevante para o Sul Global.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sistemas de IA são desenvolvidos majoritariamente a partir de dados, infraestruturas, idiomas e pressupostos culturais que não representam igualmente todas as sociedades. O relatório chama a atenção, por exemplo, para os desafios relacionados à disponibilidade de dados em diferentes idiomas e para a necessidade de adaptação dos sistemas aos contextos locais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, o relatório reconhece que a governança global de IA ainda é fragmentada. Existem dezenas de instrumentos regulatórios e não regulatórios, mas eles permanecem pouco coordenados e frequentemente concentrados no setor corporativo. O documento aponta para a necessidade de combinar diferentes instrumentos, incluindo legislação vinculante, regulação setorial, padrões técnicos, compromissos voluntários e outras formas de </span><i><span style="font-weight: 400;">soft law</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente nesse espaço entre </span><b>evidência e governança</b><span style="font-weight: 400;"> que nossa oficina pretende atuar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><b>Data Privacy Global Conference</b><span style="font-weight: 400;">, membros da </span><a href="https://globalsouthalliance.net/"><b>Global South Alliance (GSA)</b></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://globalnetworkinitiative.org/map-ai/"><b>projeto MAP-AI</b></a><span style="font-weight: 400;"> conduzirão uma oficina participativa dedicada a discutir dois dos temas centrais do relatório, a partir das vivências latino-americanas: </span><b>Direitos Humanos, informação e democracia; e gestão, governança e confiabilidade.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Global South Alliance reúne organizações da sociedade civil do Sul Global que atuam em pesquisa e incidência sobre políticas digitais e processos internacionais de governança. Seus membros, assim como os membros do projeto MAP-AI, têm participado de debates e processos no sistema das Nações Unidas, incluindo as discussões relacionadas ao </span><a href="https://www.un.org/digital-emerging-technologies/global-digital-compact"><b>Pacto Global Digital</b></a><span style="font-weight: 400;"> e ao novo </span><a href="https://www.un.org/global-dialogue-ai-governance/en"><b>Diálogo Global sobre Governança de IA</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A própria </span><a href="https://drive.google.com/file/d/1WmNqR-4OAALtvX9xwU99iylqYCaie1SP/view?usp=sharing"><span style="font-weight: 400;">Global South Alliance tem defendido</span></a><span style="font-weight: 400;"> que os processos internacionais de governança de IA enfrentem desigualdades estruturais, ampliem a participação significativa de comunidades do Sul Global e fortaleçam mecanismos relacionados a direitos humanos, governança de dados e infraestrutura de interesse público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A oficina começará com uma contextualização dos processos da ONU relacionados à governança global de IA e da atuação da Global South Alliance e do MAP-AI nesses espaços. Em seguida, representantes dessas redes apresentarão os dois temas selecionados do relatório. Então os participantes serão divididos em grupos para discutir riscos e oportunidades concretas e, principalmente, pensar </span><b>no que deveria compor a governança global da IA</b><span style="font-weight: 400;">.</span><b> </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O próximo relatório anual do Painel deverá alimentar o segundo Diálogo Global, previsto para maio de 2027, em Nova York, ou seja, </span><b>participar dessa conversa significa também participar da construção do que poderá ser levado aos próximos espaços de governança global.</b></p>
<p><b>Data:</b><span style="font-weight: 400;"> 8 de dezembro de 2026</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Horário:</b><span style="font-weight: 400;"> 14h–15h30</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Formato:</b><span style="font-weight: 400;"> oficina participativa</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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